segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Procarionte

 

Organismo unicelular constituído por uma célula procariótica, ou seja, sem núcleo diferenciado. Palavra de origem grega pro + karion que significa anterior + núcleo.
As células procarióticas têm menor número de estruturas celulares que as eucarióticas, sendo a sua principal característica a ausência de núcleo. Nestes organismos não se encontram estruturas endomenbranares como mitocôndrias ou retículo endoplasmático. Os procariontes são representados pelas bactérias e cianobactérias, pertencentes ao Reino Monera (Arqueobatérias e Eubactérias).
Os procariontes vivem em ambientes muito diversos e, por vezes, extremos, como por exemplo os halófilos que habitam zonas com grandes concentrações de sal; os termoacidófilos que se desenvolvem nas fontes hidrotermais sulfurosas com temperaturas superiores a 80ºC e pH inferior a 2; os metanogénicos vivem em habitats desprovidos de oxigénio e produzem metano (CH4) através da redução de dióxido de carbono.
Ficheiro:Tiposcelula.jpg
As bactérias típicas apresentam a seguinte estrutura celular:
  • compartimento com citoplasma envolto por uma membrana plasmática. Embora as células procarióticas não tenham um núcleo definido, o material genético (DNA), nuclóide, está condensado na região central da célula.
  • cápsula: estrutura constituída de polissacáridos que concede resistência e protecção à célula
  • parede celular: formada por peptidoglicanos e lípidos, confere forma, suporte e protecção à célula e impede a lise da célula em meios hipotónicos. Permite a classificação das bactérias em Gram positivas e Gram negativas (ver texto abaixo)
  • flagelo: presente em algumas espécies, confere mobilidade às células
  • fímbrias: (ou pili) estruturas semelhantes a cílios, importantes na aderência ao substracto e na troca de fragmentos de DNA plasmídeo entre bactérias (conjugação).
  • membrana celular: constituída por uma bicamada fosfolípidica e por proteínas
  • citoplasma: não apresenta organitos individualizados, contem ribossomas, substâncias de reserva e enzimas.
  • ribossomas: estruturas celulares de síntese proteica, encontram-se, geralmente, na região da célula sem DNA.
  • mesossoma: invaginação da membrana celular, presente em algumas bactérias, que está associada à síntese de DNA e à secreção de proteínas.    
Dada a reduzida dimensão das bactérias e à sua transparência são de difícil observação. Tendo por base uma técnica de coloração diferencial, desenvolvida em 1884 pelo médico dinamarquês Christian Gram – coloração Gram – é possível identificar e classificar as bactérias pela estrutura e composição da sua parede celular em duas classes: Gram negativas e Gram positivas.
  • Gram negativas: a parede celular destas bactérias tem um elevado teor lipídico e uma fina camada de peptidoglicanos a circundar a membrana plasmática. Durante o processo de coloração parte dos lípidos são dissolvidos pelo álcool, formando-se poros na parede por onde o corante primário (violeta de cristal) sai das células. As células ficam transparentes com a saída do corante sendo posteriormente coradas com o corante secundário (safranina ou fucsina). (exemplos: E. coli, Heliobacter, Pseudomonas, Legionella, Salmonella)
  • Gram positivas: a parede celular destas bactérias é formada por uma espessa camada de peptidoglicanos e reduzido teor de lípidos. A camada de peptidoglicanos actua como uma barreira à saída do corante primário e, por isso, as células ficam coradas de violeta escuro. (exemplos: bactérias dos géneros Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus, Bacillus)


Fonte: http://wikiciencias.casadasciencias.org/index.php/Procarionte

GMINOSPERMAS

            Gimnospermas

As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; esperma: 'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, as sequóias e os ciprestes.
As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas.
Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são “nuas”, ou seja, não ficam encerradas em frutos.


Araucárias, tipo de conífera.


Reprodução das gimnospermas
Vamos usar o pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) como modelo para explicar a reprodução das gimnospermas. Nessa planta os sexos são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos femininos e vice-versa. Em outras gimnospermas, os dois tipos de estróbilos podem ocorrer numa mesma planta.

Cones ou estróbilos

O estróbilo masculino produz pequenos esporos chamados grãos de pólen. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. No interior de um óvulo maduro surge um grande esporo.
Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen, esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. Então, um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo, o tubo polínico, onde se origina o núcleo espermático, que é o gameta masculino. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo, no qual introduz o núcleo espermático.
No interior do óvulo, o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera, o gameta feminino. Uma vez no interior do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, formando o zigoto.
Este, por sua vez, se desenvolve, originando um embrião. À medida que o embrião se forma, o óvulo se transforma em semente, estrutura que contém e protege o embrião




Nos pinheiros, as sementes são chamadas pinhões. Uma vez formados os pinhões, o cone feminino passa a ser chamado pinha. Se espalhadas na natureza por algum agente disseminador, as sementes podem germinar. Ao germinar, cada semente origina uma nova planta.


PTERIDÓFITAS

Atualmente, a importância das pteridófitas para o interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados com samambaias e avencas, entre outros exemplos.
Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes.
Isso permitiu o surgimento de plantas de porte elevado. Além disso, os vasos condutores representam uma das aquisições que contribuíram para a adaptação dessas plantas a ambientes terrestres. 
sso possibilitou um transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o

O corpo das pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. Em geral, cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos.
A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.

 Reprodução das pteridófitas
Da mesma maneira que as briófitas, as pteridófitas se reproduzem num ciclo que apresenta uma fase sexuada e outra assexuada. 
 EXEMPLO: samambaia
  A samambaia é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada esporófito
Em certas épocas, na superfície inferior das folhas das samambaias formam-se pontinhos escuros chamados soros. O surgimento dos soros indica que as samambaias estão em época de reprodução - em cada soro são produzidos inúmeros esporos.
Quando os esporos amadurecem, os soros se abrem. Então os esporos caem no solo úmido; cada esporo pode germinar e originar um protalo, aquela plantinha em forma de coração mostrada no esquema abaixo.
O protalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito.

O protalo das samambaias contém estruturas onde se formam anterozoides e oosferas. No interior do protalo existe água em quantidade suficiente para que o anterozoide se desloque em meio líquido e "nade" em direção à oosfera, fecundado-a. Surge então o zigoto, que se desenvolve e forma o embrião.
O embrião, por sua vez, se desenvolve e forma uma nova samambaia, isto é, um novo esporófito. Quando adulta, as samambaias formam soros, iniciando novo ciclo de reprodução.
Como você pode perceber, tanto as briófitas como as pteridófitas dependem da água para a fecundação. Mas nas briófitas, o gametófito é a fase duradoura e os esporófitos, a fase passageira. Nas pteridófitas ocorre o contrário: o gametófito é passageiro - morre após a produção de gametas e a ocorrência da fecundação - e o esporófito é duradouro, pois se mantém vivo após a produção de esporos.


Angiospermas





Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas - desse total, mais de 250 mil são angiospermas.
A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa 'bolsa', e sperma, 'semente'. Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes do reino Plantae ou Metaphyta.

Flores e frutos: aquisições evolutivas

As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às giminospermas, as angiospermas apresentam duas "novidades": as flores e os frutos.

As flores podem ser vistosas  pelo colorido ou pela  forma; muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido doce - o néctar - que serve de alimento para as abelhas e outros animais. Há também flores que não têm partes coloridas, não são perfumadas e nem produzem néctar.
Coloridas e perfumadas ou não, é das flores que as angiospermas produzem sementes e frutos.


As partes da flor

Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:
  • pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo.
  • receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.
Órgãos de proteção
Órgãos que envolvem as peças reprodutoras, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção chama-se perianto. Uma flor sem perianto chama-se nua.
  • cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor enquanto é botão. A flor sem sépalas chama-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso o perianto é indiferenciado.
  • corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas chama-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas chama-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado. 
  

Órgãos de reprodução
folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.
  • androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);
  • gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, chamada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

Os frutos contêm e protegem as sementes e ajudam na dispersão na natureza. Muitas vezes eles são coloridos, suculentos e atraem animais diversos, que serve como alimento. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes, em geral em locais distantes da planta-mãe, pelo vento, por exemplo. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios.

Fonte:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos4/angiospermas.php





BRIÓFITAS

Briófitas pertencem ao reino Plantae e, desta forma, são eucariontes, fotossintetizantes e multicelulares. Estes organismos não possuem vasos condutores de seiva, nem estruturas rígidas de sustentação, justificando seu pequeno porte. Assim, o transporte de substâncias se dá por difusão e ocorre de forma lenta.


 

São encontradas predominantemente em ambientes úmidos, porém podem ser vistas em água doce, em locais extremamente secos ou mesmo nos polos da Terra. Estão divididas em três filos: Bryophyta, Hepatophyta e Anthocerophyta; sendo os indivíduos do primeiro os mais conhecidos por nós.


A parte permanente das briófitas é o gametófito (n). O esporófito (2n) depende deste último para sua nutrição, e não perdura por muito tempo.


As briófitas dependem da água para a reprodução sexuada. Nesta situação, os gametas masculinos (anterozoides) se deslocam, com auxílio de seus flagelos, até os gametas femininos da planta (oosfera). Ao fecundar, o zigoto sofre mitoses e forma um embrião.
O embrião se desenvolve por meio de novas mitoses e dá origem ao esporófito. Em sua cápsula, desenvolvem-se esporos, a partir de meioses sofridas pelas células-mães. Estes são liberados após certo período, e o esporófito morre.
Encontrando condições propícias, os esporos desenvolvem-se, formando protonemas. Estes crescem e dão origem ao musgo adulto que, mais tarde, dará continuidade a este ciclo.

 Briófitas podem, ainda, se reproduzirem por fragmentação, na qual fragmentos de um indivíduo dão origem a outros gametófitos; ou por meio de propágulos: estruturas que se formam no interior de conceptáculos e que depois se desprendem, e se desenvolvem no solo.

REINO FUNGI



  No reino fungi é onde ficam os fungos, organismos geralmente macroscópios (que podem ser vistos à olho nu), eucariontes, heterótrofos. Os representantes mais conhecidos são o bolor de pão, mofo, orelha de pau, leveduras e o cogumelo.

       Estrutura
   Os fungos são compostos por Hifas, que são filamentos de células que formam uma rede, chamada de micélio.
    A divisão das hifas em células é incompleta, caso em que elas são chamadas de septadas e as barreiras divisórias são chamadas septos, ou ausente, caso em que elas são chamadas asseptadas ou cenocíticas. Os Fungos geralmente possuem paredes celulares feitas com quitina e outros materiais. As hifas podem ser modificadas para produzir estruturas celulares altamente especializadas. Por exemplo, fungos que parasitam plantas possuem haustórios que perfuram as células da planta e digerem as substâncias no seu interior; alguns fungos que vivem no interior do solo capturam vermes e outros pequenos animais.

    Alimentação
    Os fungos soltam ao seu redor a exoenzima, que é praticamente igual à uma enzima digestiva. Essas enzimas digerem moléculas organicas do ambiente, e então o fungo absorve o seu alimento que foi digerido pelas exoenzimas.
      Existem dois nichos ecológicos para os fungos: decompositores e parasitas. A diferença entre os dois é que os parasitas se fixam em organismos vivos, enquanto os decompositores se fixam em organismos mortos. Os parasitas ainda podem ser insectívoros ou helmintívoros, respectivamente, comedores de insetos ou minhocas. O primeiro, libera uma substância pegajosa à sua volta, onde moscas e pequenos insetos ficam presos e são digeridos pelas exoenzimas. O segundo, o fungo libera substâncias tranquilizantes que imobilizam as minhocas.
 
Reprodução
Os fungos terrestres podem se reproduzir sexuada e assexuadamente.

Reprodução Assexuada

O Penicillium, um tipo de fungo terrestre, gere através da mitose, células chamadas conidiósporos, que são jogadas no ambiente. Cada uma dessas células poderá gerar um novo ser, dependendo do local onde cair (como um pão, ou frutas).

Reprodução Sexuada

Um ótimo exemplo de fungo que se reproduz sexuadamente é o champignon, muito utilizada na culinária de alguns países. Ele é um cogumelo (corpo de frutificação) que produz esporângios com formato de raquete de tênis, que se chamam basídios. Dentro de cada basídio ocorre uma meiose, originando quatro células, chamadas de basidiósporos. Eles são liberados no ambiente através do brotamento, a partir do basídio. Os basidiósporos irão se desenvolver em local apropriado, feito pelo criador de champignons. Ele também irá organizar um micélio haplóide. A junção de hifas haplóides origina um micélio diplóide. Este, irá crescer e se tornar um cogumelo, completando o ciclo.

Domínio Archaea e Bacteria

Em 1977, aproximadamente, o cientista Carl Woese e sua equipe passaram a expor seus trabalhos comparativos de sequências de DNA de diversos organismos. Com isto, classificaram em apenas 3 grandes grupos (ou domínios) todos os organismos conhecidos até então: Bacteria, Archaea e Eukarya. E contrapondo o que se acreditava há 40 anos, as arqueobactérias não originaram as bactérias atuais, mas derivaram do mesmo ancestral comum que elas. Logo o termo “arqueobactérias” foi empregado indevidamente, já que significa “bactéria primitiva”. Para ilustrar o que Carl e sua equipe estavam tentando expor, observemos a árvore filogenética abaixo:

 Note que Archaea não está em posição de originar Bacteria. Todos derivam de um mesmo ancestral comum, representado pela cor amarela. Muitos estudos concluíram que as Archaea tem características sim de Eukarya e também de Bacteria, porém não deixam de ter características únicas, peculiares. Por isso estão em grupo separado dos demais e atualmente recebem esta nomenclatura apenas. Algo que ainda não foi totalmente esclarecido acerca deste domínio, é o motivo de serem extremófilas (e como suportam?), ou seja, viverem em condições adversas extremas (altíssimas temperaturas, salinidade extrema, pH, entre outros meios).